Informalidade · dez 2025
37,5%
Menor taxa desde antes da pandemia.
IBGE PNAD Contínua
Perfil · Trabalhador(a) informal
São 39 milhões de brasileiros que trabalham sem carteira assinada — entregadores, faxineiras, ambulantes, pedreiros, diaristas, motoristas de aplicativo. Esta página mostra o que mudou para você nas últimas três décadas, sobretudo o que foi criado para tirar você da invisibilidade fiscal e da falta de proteção previdenciária.
Informalidade · dez 2025
37,5%
Menor taxa desde antes da pandemia.
IBGE PNAD Contínua
Salário mínimo · 2026
R$ 1.621
Piso que define seu valor-base mesmo sem carteira.
Decreto 12.797/2025
Auxílio emergencial · pico 2020
66,7 mi
Brasileiros beneficiados na pandemia, maioria informais.
MDS · Caixa · 2020
Novos MEIs · 2025
+24,5%
Mais informais migrando para formalização via MEI.
Sebrae · dez 2025
37,5%
Informalidade caiu de 41,2% em 2017 para 37,5% em 2025.
IBGE PNAD
R$ 1.621
Salário mínimo de 2026 funciona como piso de referência mesmo para trabalho informal.
Decreto 12.797/2025
MEI · R$ 77/mês
Formaliza com acesso a INSS, aposentadoria por idade e auxílio-doença.
LC 128/2008
R$ 600
Auxílio emergencial de 2020-2021: transferência durante a pandemia para informais.
Lei 13.982/2020
Bolsa Família
Retomado em 2023 atende informal pobre com até R$ 218 per capita.
Lei 14.601/2023
Acredita
Microcrédito específico para microempreendedores informais e formalizados.
Lei 14.995/2024
Sem 13º
Trabalho informal não dá direito a férias remuneradas, FGTS, 13º salário ou seguro-desemprego.
CLT
INSS 11%
Para se aposentar é preciso pagar INSS por conta própria como contribuinte individual (11% do mínimo).
Lei 8.213/1991
51%
Dos trabalhadores informais têm renda mensal variável em mais de 30%.
DIEESE · 2024
PL 12/2024
PL de proteção do trabalhador de aplicativo ainda não foi aprovado.
Câmara · 2026
Sem creche
Mãe informal não tem creche garantida e precisa optar entre trabalhar e cuidar.
IBGE PNAD
SUS apenas
Sem plano e sem seguro, depende exclusivamente do SUS — com filas em especialidades.
DataSUS · 2024
IBGE PNAD Contínua · % da ocupação total · 2014–2025
A taxa de informalidade é volátil porque o informal é a primeira categoria a perder o trabalho em crise. O pico de 2018 (41,2%) reflete a recessão e a Reforma Trabalhista. A queda recente (37,5% em 2025) é a primeira sustentável da década — combinada com criação de empregos formais aquecidos.
Síntese · o que esta página mostra
O trabalho informal no Brasil tem dois lados. De um lado, é uma escolha para muitos — quem quer flexibilidade, quer ser autônomo, quer pegar e largar. De outro, é prisão para outros tantos — quem não consegue carteira assinada e fica sem direitos, sem proteção, sem caminho para aposentadoria digna.
Para o segundo grupo — que é a maioria — as políticas progressistas funcionaram como rede provisória. Bolsa Família em 2003, expansão do MEI a partir de 2008, política de valorização do salário mínimo, auxílio emergencial em 2020, retomada do Bolsa Família em 2023 — todas vieram de gestões com peso progressista. Nenhuma resolveu a informalidade. Todas amorteceram o impacto sobre quem nela vive.
O desafio agora é regulação dos novos formatos: aplicativo, gig economy, pejotização forçada. É aqui que o Lula 3 ainda deve. Para o trabalhador informal de 2026, o saldo histórico é mensuravelmente positivo — mas a política pública específica ao seu tempo ainda não foi construída.
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