Indicador 01

Taxa de desemprego

PNAD / PNAD CONTÍNUA · IBGE · 1995–2025

O desemprego oscila com a economia, mas o piso histórico foi quebrado em 2024: 6,1% no fechamento do ano, menor da série da PNAD Contínua. Entre os marcos, o pico de 13,9% em 2017 segue a recessão de 2015-16 e a Reforma Trabalhista; o salto de 2020 (14,1%) reflete a pandemia.

Indicador 02

Trabalho formal × informal

MILHÕES DE OCUPADOS · IBGE PNAD · 2003–2025
Formais (carteira + estatutários) Informais (sem carteira + por conta própria)

A formalização avançou 22 milhões entre 2003 e 2014 — efeito combinado de crescimento, fiscalização do MTE e redução do custo do salário mínimo via Simples. Após 2017, a Reforma Trabalhista ampliou contratos atípicos: a informalidade voltou a crescer e atingiu 39,3 milhões em 2024, recorde absoluto.

Indicador 03

Renda real média do trabalhador

DIEESE · VALORES DEFLACIONADOS · 1995–2025

A renda real média dobrou entre 1995 e 2014 — efeito do Plano Real, da valorização do mínimo e da formalização. Recuou 11% entre 2015 e 2021, com recessão e pandemia. Em 2024 retomou o patamar de 2014 e em 2025 superou-o em 4%.

Indicador 04

Participação feminina no mercado de trabalho

% DE MULHERES 16+ OCUPADAS OU EM BUSCA · IBGE · 1990–2024

A taxa de participação feminina cresceu 19 pontos em 35 anos — de 35,5% em 1990 a 54,8% em 2024. A Lei do Trabalho Doméstico de 2013 formalizou cerca de 6,2 milhões de trabalhadoras, e a retomada pós-pandemia foi mais intensa entre mulheres do que entre homens.

Indicador 05

Jovens nem-nem (15–29 anos)

% DE JOVENS QUE NÃO ESTUDAM NEM TRABALHAM · IBGE PNAD · 2010–2024

Em 2021, durante a pandemia, 25,8% dos jovens de 15 a 29 anos estavam fora da escola e do trabalho — o pior número da série. A retomada de 2023-2024 reduziu o índice para 19,8%, ainda alto mas em queda contínua. As mulheres negras seguem sendo a faixa mais afetada (29,1% em 2024).

O que esses cinco gráficos mostram juntos

O mercado de trabalho pós-Plano Real cresceu em escala e em qualidade até 2014, retraiu entre 2015 e 2021, e voltou a avançar a partir de 2023. Em 2024 quebrou simultaneamente os recordes históricos de menor desemprego (6,1%) e de maior renda real média da série da PNAD Contínua.

Os marcos legais pesam: o Plano Real (1994) ancorou os salários, a Lei do Trabalho Doméstico (2013) formalizou um setor inteiro, e a Reforma Trabalhista (2017) ampliou contratos atípicos. A pandemia (2020) interrompeu a trajetória; a retomada de 2023-24 absorveu o choque com vagas formais — 2,2 milhões só em 2024.

Permanecem dois desafios estruturais: a informalidade em recorde absoluto (39,3 milhões) e a desigualdade entre grupos — mulheres negras seguem sendo as mais afetadas em desemprego, renda e situação de nem-nem. Os recordes de 2024 são reais, mas o piso médio esconde tetos por raça e gênero.

Quer entender o mecanismo causal?

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